Saúde Mental – do Normal ao Patológico - Notícias - Sra. Boa Nova

Saúde Mental – do Normal ao Patológico

Saúde Mental – do Normal ao Patológico



jun 2018





No passado 14 de junho, Mónica Carvalho, psicóloga do Gabinete de Apoio Psicológico do Centro Paroquial do Estoril, apresentou uma formação, das 10h00 às 13h00 com a temática “Saúde Mental – do Normal ao Patológico”, para os membros e comissários da Comissão Alargada da CPCJ, uma vez que este foi o tema escolhido pelos comissários como uma necessidade de formação.



Foi explicado o funcionamento do sistema nervoso, nomeadamente as áreas do cérebro e como cada uma delas tem a sua função, funcionando como um todo na perceção do que nos rodeia e na coordenação de respostas aos desafios do meio, bem como a importância de algumas áreas cerebrais para a formação de memórias (Hipocampo) e para a descodificação de emoções (Amígdala); a condução dos impulsos nervosos e o grande papel dos neurónios e dos neurotransmissores para que tudo funcione de forma harmoniosa.
A saúde mental foi apresentada como sendo “a capacidade para nos adaptarmos ao meio” e foi refletida a influência das nossas características neurobiológicas e dos fatores do meio para a criação e fatores de proteção e de risco, que podem potenciar ou dificultar a nossa saúde mental. Fatores como uma vinculação segura, o afeto, um ambiente familiar estável, a construção e uma rede social, as experiências em vários contextos para que nos possamos experimentar e ter o feedback do contexto, a estimulação cognitiva, a permissão para expressar sentimentos, a existência de modelos saudáveis que ajudam na aprendizagem de comportamentos adaptativos ou as oportunidades para lidar com a frustração que juntamente com os limites, treinam a autorregulação emocional e ajudam na construção da bússola moral interna, são alguns dos fatores importantes na construção de uma boa saúde mental, capaz de lidar com os desafios do meio. Esta construção da saúde mental deve começar na infância e aprimorar-se da adolescência, uma vez que são períodos muito sensíveis de desenvolvimento e de aprendizagem que nos irão preparar para os desafios da vida adulta. Todos estes fatores do meio, juntamente com as nossas características neurobiológicas irão definir aquilo que iremos ser como pessoas e irão contribuir para a construção interna de crenças (verdades nossas, inquestionáveis e absolutas) acerca de nós próprios, dos outros e do mundo. Crenças essas que irão orientar o nosso comportamento e as nossas decisões ao longo da vida.
Foi abordado o desenvolvimento normativo da infância à adolescência e a importância de enquadrar os diversos comportamentos nas diversas faixas etárias para que seja possível distinguir entre tarefas de desenvolvimento necessárias para um crescimento normativo e patologia. Assim, cada um nós nasce com fatores neurobiológicos que por vezes se irão manifestar sem que haja influência do contexto e levarão ao surgimento de patologia, outras vezes, é o contexto que decide se a patologia se irá manifestar ou é ele mesmo que a cria.
Neste sentido, e por ser uma formação para a CPCJ, a formação terminou com a apresentação do impacto em várias áreas do trauma crónico na infância, sendo que serão crianças que não terão tantas oportunidades para desenvolver fatores protetores e consequentemente estarão mais expostas a fatores de risco que poderão levar ao surgimento de perturbações mentais. Por fim foram pensadas possíveis áreas de intervenção nesta problemática.





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