Matemática: uma questão de tamanho

Matemática: uma questão de tamanho



abril 2019





Antes de entrar no primeiro ano, a criança é envolvida por um rol de expectativas “Para o próximo ano vais aprender a ler! Já sabe escrever o seu nome! Sabe todas as letras!”. O mundo das letras tem, nesta altura, um tamanho gigante e transmite muita motivação pois a maioria das crianças manifesta uma grande vontade de aprender a ler! Parece que, culturalmente, nos esquecemos da matemática!
Ficamos apreensivos com abstrações de X mas, pensando bem, o que estaremos nós a fazer quando escolhemos jogar ao UNO, ao Jogo da Glória, ao Macaquinho do Chinês ou ainda ao Peixinho?
Quando falamos de matemática não abordamos só o calculo mental, adicionar e/ou subtrair números a quantidades. A capacidade para resolver situações problemáticas com criatividade, implementando diferentes formas e regras é fundamental ao desenvolvimento. Selecionar a informação relevante e levar a cabo uma solução pensada permite à criança resolver situações simples e complexas do seu dia-a-dia.
Estamos perante um efeito em que a imagem que construímos da matemática influencia a imagem que as crianças constroem sobre a mesma. A maneira como incentivamos as crianças a lidarem com e a resolverem problemas, a forma como acolhemos com entusiasmo a sua criatividade, determinará a maneira como a criança encarará a matemática no dia-a-dia. “Porque não ir para o 1º ano para aprender mais sobre os números, contas, jogos e desafios?”
Em família, podemos aproveitar o tempo em que estamos juntos para um jogo de tabuleiro (como o jogo da glória, xadrez ou damas), para explorarmos as cartas organizando, emparelhando, comparando; para jogarmos ao Macaquinho do Chinês permitindo que as crianças experimentem a reversibilidade de passos – andar para trás e um tempo; para colocarmos a mesa com as crianças, distribuindo os utensílios por todos os elementos, realizando o cálculo da quantidade de talheres, etc.; para irmos ao supermercado em família e descobrir, estimar e comparar preços; realizar para proporções de receitas para os elementos da família, para cortar frutas, pizzas e outros alimentos em frações; descobrir o tempo com calendários semanais, mensais e aprender as horas através de desafios em que comparamos a posição dos ponteiros; descobrir e explorar os volumes com baldes e formas que carregamos frequentemente num dia de sol até á praia!
Estes são algumas atividades e oportunidades para brincarmos com a matemática em casa. É importante construir uma imagem positiva e desafiadora, acessível e confortável para que todas as crianças possam aderir à matemática, capacitando-as de uma forma mais sólida para a matemática do dia-a-dia.

Margarida Ribeiro
Psicóloga do GAP




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