Dicas da Terapeuta da Fala-Dislexia

Dicas da Terapeuta da Fala-Dislexia



jan 2019





Afinal o que é mesmo a dislexia?
O meu filho não é inteligente?
Até quando devo esperar para pedir uma avaliação do meu filho?
Se tenho dislexia os meus filhos vão ter dislexia?

Antes de desmistificarmos esta problemática, vamos começar por definir o que é a dislexia. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a dislexia trata-se de uma perturbação da linguagem escrita – ao nível da leitura e escrita- que se origina a partir de um défice fonológico e que não implica outras competências cognitivas e/ou sensoriais.
Para esclarecer todas estas dúvidas, vamos desvendar algumas das verdades.

TF: Existe cura para a dislexia?
R: Não. A dislexia tem um caráter permanente, porém, existem estratégias que permitem à criança funcionar bem ao nível da leitura e escrita, conseguindo assim alcançar os patamares esperados nas tarefas escolares.

TF: Quando podemos diagnosticar a dislexia?
R: A dislexia apenas pode ser diagnosticada após dois anos do ensino formal da leitura e escrita. Porém, quando existem sinais de alerta ao nível da consciência fonológica, nomeadamente no jardim-de-infância, é imprescindível iniciar um trabalho mais intenso ao nível da consciência fonológica.

TF: Se o meu filho tem dislexia isso quer dizer que tem baixa inteligência?
R: Não. Vários estudos atuais indicam que as pessoas com dislexia apresentam uma inteligência dentro da média esperada e, em alguns casos, acima da média. As pessoas com dislexia por norma encontram-se abaixo do esperado na área da linguagem, especificamente na competência fonológica. Porém, têm por norma um elevado sucesso noutras áreas.

TF: O meu filho vai ter más notas?
R: Não. Se a criança com dislexia for acompanhada de forma adequada, intensiva e utilizar as estratégias adequadas para combater as suas dificuldades, existem fortes possibilidades de corresponder às espectativas de aprendizagem escolar. Desta forma, ter sucesso ao nível académico e futuramente ao nível profissional.

TF: Eu tenho dislexia. Os meus filhos vão ter?
R: Pode ou não verificar-se isto. Vários estudos apontam para um caráter hereditário tanto nas capacidades como incapacidades de aprendizagem. Porém este não se trata de um pré-requisito para tal. Desta forma é importante que os cuidadores se encontrem atentos aos sinais de alerta.

TF: A dislexia tem origem em dificuldades de coordenação motora e/ou com alterações na lateralização?
R: Não. Estas alterações podem existir em crianças com dislexia porém não são marcadores cruciais para o diagnóstico de dislexia.

TF: A dislexia é apenas um problema de criança?
R: Não. Grande parte dos diagnósticos de dislexia são efetuados em idade escolar porém esta mantêm-se ao longo da vida adulta com o indivíduo.

TF: A dislexia é diagnosticada por um médico?
R: Não. A dislexia não se trata de uma doença e, como tal, deverá ser diagnosticada por um avaliador que tenha competências específicas de avaliação da linguagem escrita (leitura e escrita). Um diagnóstico de dislexia deverá ser baseado em vários aspetos entre os quais: o registo do desenvolvimento do indivíduo (médico, familiar e educacional), a análise de relatórios e avaliações escolares e ainda uma avaliação ao nível da linguagem dando enfoque na consciência fonológica.

TF: Todas as crianças com dificuldades na aprendizagem da leitura têm dislexia?
R: Não. A dislexia não se trata da única causa das dificuldades na leitura, estas podem dever-se a outras características do indivíduo, tanto ao nível do seu desenvolvimento como do ambiente onde se encontra e do meio onde aprende.

TF: Só os rapazes têm dislexia?
R. Não. Contudo há uma prevalência maior nos rapazes tal como em outras perturbações.

Após o esclarecimento de algumas das principais verdades acerca da dislexia, sugerimos algumas atividades que pode realizar com o seu educando e que têm como objetivo efetuar uma estimulação eficaz.

• Integre a leitura no dia-a-dia da criança: Quando for, por exemplo, com a criança ao supermercado mostre-lhe vários produtos e peça-lhe que os identifique. Após a identificação correta por parte da criança mostre-lhe a palavra escrita na embalagem. Desta forma vai conseguir estimular o desenvolvimento da consciência de palavra.
• Outra atividade que pode incentivar o seu educando a realizar é a escrita de um diário. Desta forma irá conseguir promover de uma maneira mais informal e pessoal a escrita e posterior leitura do mesmo.

Sugestões de Leitura:
http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v11n2/v11n2a05
http://terapiadafalaedesenvolvimento.blogspot.com/2013/11/dislexia-como-ajudar_19.html
https://pedimosgomascomoresgate.blogs.sapo.pt/5-perguntas-5-respostas-com-a-terapeuta-17074
http://www.faleconnosco-saude.pt/dificuldades-de-leitura-e-escrita-o-que-sao-o-que-fazer-quem-pode-ajudar/


GAP
Gabinete de Apoio de Psicologia



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